Vamos Temperar Nossas Vidas

Tem gente que defende que o melhor tempero da comida é a fome, mas acredito que comida bem temperada é sim muito melhor!

O poder transformador de ervas frescas e especiarias é visível dos pratos mais simples aos mais complexos. Uma batata cozida se transforma se colocarmos uma colher de chá de açafrão da terra (cúrcuma), um arroz fica chique e super fresco com hortelã e salsinha picadinhas e sem falar na cotidiana banana, que se enfeita com o sabor doce e quente da canela.

Confesso que tenho receio de utilizar muitos temperos e estudo sobre as combinações possíveis. Muitas vezes acho que temperei o bastante e no final, “cadê o gosto?”. Cozinha é um caminho de aprendizado eterno. O importante é termos a vontade de experimentar e ousar. Para isso é preciso ter os temperos à mão quando se está com a barriga no fogão.

Ter um pequeno estoque de especiarias é tranquilo, a validade destes itens geralmente é grande e os potinhos ocupam pouco espaço em nossas cozinhas, cada vez mais compactas. Mas, e as ervas frescas? Não é fácil ir na feira toda semana e comprar ela fresquinha, e usar todos aqueles buquês perfumados de uma só vez. Ter uma horta é uma opção super na moda, porém exige um cuidado mínimo, que eu mesma não tenho, e algumas vezes consegui perder as plantinhas.

A solução, que nossas mães e avós já conhecem há tempos, é o freezer! Congelar ervas frescas, pois mais paradoxal que pareça é uma alternativa ótima para manter estes temperos sensíveis por mais tempo em nossas cozinhas. Com o mínimo de planejamento e esforço é possível reforçar o estoque congelado uma vez por mês e ter todos os dias porções dos verdinhos em nossos pratos.

Faço desta forma:

  • Compro em feira orgânica perto de casa: salsinha, cebolinha e manjericão.
  • Se estiverem meio murchinhos, deixo eles um pouco na água para retomarem o frescor.
  • Lavo bem cada raminho e folhas. Caso tenha o costume de usar elas cruas é necessário uma higienização mais potente, com água clorada ou produtos específicos. Como eu utilizo só em preparações que irão ao forno e fogão, só lavo bem.
  • Seco as folhas (uma centrífuga de secar salada cai bem nesta hora).
  • E por fim, pico com uma tesoura os a salsinha ou cebolinha direto nos potes de vidro.
  • O manjericão prefiro congelar em forma de molho pesto em forma de gelo, para ir usando as porções aos poucos. Ou separando as folhas e colocando um pote mais largo para que não se sobreponham muito.
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Picar com uma tesoura direto no pote reduz o desperdício e é bem mais rápido.

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Seu tesouro verde está pronto para morar no freezer.

   

Vale a pena dedicar um tempinho neste preparo e os temperinhos prontos para transformar seu prato em uma refeição aromática e deliciosa.

Vou para a cozinham pois tenho mais temperinhos para picar ;)

Abraços frescos e verdinhos!

Sabores indianos: pão naan e chutney de manga

Aprendi e me apaixonei por estas receitas nas aulas de Panificação Internacional. Fiquei tão maravilhada que repeti as receitas em casa no dia seguinte, para sentir aquela espetacular harmonia de sabores!

O naan é um pão relativamente rápido de fazer, pois é assado logo após a mistura da massa. Uma ótima carta na manga para aquela visita surpresa, ou para sair da rotina do sanduíche no jantar… Mas como é uma receita maravilhosa, pode muito bem ser feita como entrada para um jantar temático indiano.

naan_chutneyNaan (6 porções)

Ingredientes:

  • 300 g farinha de trigo
  • 8 g fermento biológico seco
  • 8 g açúcar
  • 8 g sal
  • 50 g ovo (1 unidade)
  • 60 g ghee (manteiga clarificada)
  • 150 g iogurte natural

Preparo:

  1. Misturar farinha, fermento, açúcar e sal. Depois acrescentar ovo, iogurte e ghee.
  2. Dividir a massa em 6 pedaços. Abrir a massa em formato irregular com rolo ou com as mãos. Não deixar muito fino, cerca de 1 cm de espessura está bom.
  3. Tostar um lado do pão na frigideira de ferro. Finalizar assando no forno, colocando o lado tostado para baixo. Ou assar em forno lastro, colocando os naans diretamente na pedra.

Para fazer o Ghee: colocar manteiga para derreter em banho-maria, assim que formar uma espuma, ou decantar a parte sólida, coar em pano descartável limpo.


Chutney de Manga e Maçã

Ingredientes:

  • 2 unidades de manga madura
  • 3 unidades de maçã vermelha
  • 2 unidades de pimenta-dedo-de-moça
  • 100g de açúcar mascavo
  • 400mL leite de coco
  • 2 unidades de canela em rama

Preparo:

  1. Descasque a manga e a maçã, corte em pequenos cubos.
  2. Retire as sementes e a parte branca da pimenta e pique-a.
  3. Coloque os ingredientes na panela e cozinhe até ficar uma mistura homogênea e com aspecto cremoso. Se necessário acrescentar um pouco de água ou leite de coco até obter o ponto desejado.

Nada melhor do que ouvir um mantra para se inspirar e preparar estas delícias.

Namastê /\

Cuca ganha versão de festa: Morango e Chocolate

A cuca é infalível para incrementar um café da tarde no final de semana. Sem muito investimento de tempo e ingredientes é possível criar uma deliciosa cuca com farofa crocante. Os sabores de banana e maçã são as mais tradicionais aqui em casa, mas um dia resolvi inovar e fazer uma versão ideal para aqueles dias de TPM. Nada melhor do que o casamento perfeito entre morango e chocolate para levantar a moral.

A receita da massa e farofa estão neste outro post de Cuca de Banana.

Em cima da massa, colocar os morangos fatiados e pedacinhos de chocolate meio amargo. Por cima de tudo a farofa.

Espero que curtam esta ideia!!!

Um doce abraço, Mari

Morangos fatiados e pedacinhos de chocolate meio amargo deixam a cuca ainda mais deliciosa.

Camada do recheio prontinha e a farofa já pronta espera para entrar em cena

Cobertura total de farofa.

Pães: hay que usar la ciencia, pero sin perder el arte

Em fevereiro iniciei meu caminho para a profissionalização na área da gastronomia, com a formação técnica no curso de Panificação e Confeitaria no IFSC.

Em pouco mais de um mês de aulas práticas e teóricas aprendi tanto que é impossível medir o valor desta experiência. Professores muito sabidos e queridos, laboratórios bem equipados, matérias-primas de qualidade para as aulas práticas… foi surpreendente a estrutura e organização que encontrei lá. Sem contar que a turma 2012/1 é sucesso total, comprometida e divertida :)

Busco aplicar nas preparações caseiras os conhecimentos que tive em aula, e o resultado não poderia ser melhor! Os pães melhoram muito, no sabor, no aroma, na durabilidade… Nunca conseguiu seguir uma receita na vida, mas me rendi de corpo e alma às “fichas técnicas” (nome dado às receitas), com suas proporções exatas e medidas em gramas. Ao contrário do que imaginava, essa exatidão, essa ciência, abrirá as portas para a liberdade de criação.

Ciência e arte, que assunto polêmico! Rendeu grandes controvérsias nas aulas de história de panificação no início do curso. Estou longe de querer concluir este debate, saudável e eterno, mas acho que como em uma receita, os ingrediente dependem um do outro para mostrarem todo seu potencial. Uma pitada de sal aguça o doce, e uma colherinha de açúcar põe o sal para cima!

Antagônicos e complementares, assim como a ciência e a arte. A ciência sustenta a arte, e a arte diverte a ciência. Vamos nos servir de ambas e assar um belo resultado.

Doce abraço!

Capuccino caseiro é tudo de bom!

No friozinho um capuccino é perfeito! Ainda mais se feito em casa, para ser degustado embaixo das cobertas!!!

Neste inverno fiz vários potes da mistura e foi que foi!

Segue receita, adaptada do livro Dona Benta – Comer Bem

3 colheres de sopa de café solúvel
1/8 de xícara de chocolate em pó (pode usar achocolatado mesmo)
1/2 colher de sopa de canela
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 xícara de leite em pó

Misturar todos os ingredientes e pronto!

Camadas de sabores

Preparo:
Pode ser usado leite, leite de soja e até água, só esquentar e adicionar o pó do capuccino.
Uma colher de sopa da mistura para uma caneca ou xícara de chá.
Uma colher de chá um mini capuccino, na xícara de cafezinho.

Como nunca dá tempo de tirar uma foto, peguei uma no Google :)

Capucciono - delícia do inverno

 

Bom capuccino a todos :)

E o Augusto falou: “Faça-me pães!”

Sempre quis adentrar na arte dos pães :) O primeiro que fiz foi uma receita de liquidificador, registrada neste emocionante post! Ansiosa, já tentei acelerar o crescimento colocando a massa para crescer dentro do forno com temperatura mínima e matei o fermento com o excesso de temperatura… E alguns até fizeram um pequeno sucesso, mas na minha opinião faltava muito para ficar realmente BOM.

Até que um dia… ganhei a incrível “Máquina de Fazer Pães”, usadinha, mas de grátis tá bão demais! Fiz o primeiro pão, que ficou uma maravilha :) Super empolgada com o fermentoso futuro que tinha pela frente… comprei várias farinhas, fermento, misturas prontas para pão, uma locura! O Augusto mais empolgado ainda, cansado de fruta com granola no café da manhã, disse a célebre e marcante frase: “Faça-me pães!”.

Até que noutro dia… mais precisamente na segunda “usada” da máquina de pão… no meio do processo ouvimos um barulho estranho vindo da cozinha. E em segundos a promissora fábrica de pães desandou… A máquina pifou, foi para assistência, o valor do conserto era mais que metade de uma nova… enfim… a tristeza tomou conta da cozinha (e do Augusto). No fundo acho que pressão psicológica da frase do Augusto afetou magneticamente a pobre máquina.

Meu papi assistindo essa enfarinhada novela mexicana, tocado pelo nosso sentimento de perda, nos presenteu com uma NOVA MÁQUINA DE FAZER PÃES, agora zero quilômetro!!! Belezura, né?!

Dai para diante o que me “resta” é atender ao pedido desesperado do Augusto… fazendo muitos pães :) Segue algumas fotos da saga dos pães:

A maravilha do Sangue: Suco Verde!

Aqui em casa esse suco virou sinônimo de sábado pela manhã, parece que alimenta não só o corpo, é como se fosse um cuidado extra com o corpo depois de uma semana de trabalho, ele merece um upgrade de prana :)

Depois de alguns excesso alimentares é um santo remédio ;)

Passo a palavra para Laura Garcia Packer:

“Esta suco é tão poderoso que em 15 minutos se transforma em hemoglobina no sangue. Tem alto poder curativo e revitalizador de todo o organismo. Tomar sempre de manhã em jejum.”
Livro: Vegetarianismo: sustentando a vida, Maria Laura Garcia Packer, 2007.

“O suco verde é luz líquida e ali reside todo o poder de transformar e gerar uma nova memória no campo da consciência celular.”
“A maçã e a cenoura darão o sabor adocicado, podendo usá-las para eliminar o sabor amargo das folhas.”
“Benefícios:

  • Limpa e desintoxica o organismo;
  • Nutre profundamente as células;
  • Aumenta a absorção cálcio, ferro, zinco, magnésio e outros minerais;
  • Alimenta sem engordar e sem produzir toxinas no corpo;
  • Excelente para combater: osteoporose, reumatismo, colesterol alto, gastrite, úlcera, prisão de ventre, insônia, depressão, ansiedade, problemas menstruais, câncer, hipertensão, gota, estresse, problemas digestivos, diabetes, inflamações…
  • Gera disposição física, energia mental e motivação interna.”

Livro: Viver Vegetariano: sutilizando a existência, Maria Laura Garcia Packer, 2010.

Na minha receita para 2 copos vai no liquidificador:

  • 6 folhas grandes de couve (pode usar: salsa, espinafre, acelga, agrião, rúcula…)
  • Suco de 1 limão
  • 1 maçã
  • 1 colher de sobremesa de mel
  • 500 ml de água gelada

Bater beeeeem, depois coar e tomar em seguida, para não perder suas propriedades ;)

Beber pela manhã em jejum: um presente para seu organismo!