Esfiha Integral

Sou daquelas que adora inventar receitas com sobrinhas, dificilmente faço compras específicas para cozinhar algo, o mais comum é verificar o que tem disponível na geladeira e armários e bolar algo (geralmente inédito).

A última “sobrinha” que virou algo delicioso foi um refogado de berinjela. Seu destino era ser recheio de coxinha, mas ficou muito molinho e não rolou. Então, no dia seguinte o, ainda mais, delicioso refogado se tornou uma gostosa esfiha!

A receita é a adaptação da famosa esfiha vendia a centavos por um tal fast-food. Segue ela:

Esfiha Integral

Massa:

  • 750g de farinha de trigo
  • 320g de farinha de trigo integral (já usei centeio e também ficou bom)
  • 13g de açúcar (pode ser refinado, demerara, mascavo, e acho até que mel e melado devem ficar ótimos)
  • 105ml de óleo (uso de girassol)
  • 540ml de água
  • 10g de sal
  • 13g de fermento biológico seco ou instantâneo (ou 39g de fermento biológico fresco)
  • Farinha de fubá para polvilhar na hora modelagem

Recheio:

  • Opções: refogado de berinjela, ricota com ervas, cenoura ralada com curry, brócolis com castanhas, quatro queijos…
  • Queijo provolone e prato ralados.

Modo de Preparo

1. No multi-processador colocar a farinha de trigo, o fermento e o açúcar. Pode ser feita também em Panificadora Caseira, neste caso, seguir modo de preparo padrão do seu modelo.

2. Adicionar o óleo, água (aos poucos) e por último, o sal. Deixar bater até a massa ficar homogênea.

3. Sovar a massa sobre a mesa por alguns minutos.

4. Agora é preciso dividir a massa: dividir a massa ao meio, fazer um rolo (deslizando a tira de massa sobre a mesa), corte em pedaços tendo como medida 3 dedos (60 gramas).

5. Pegue cada pedaço e modele bolinhas.

6. O PULO-DO-GATO: peneire a farinha de milho numa forma grande ou na mesa e vá colocando as bolinhas aí. A farinha de milho não vai deixar que as bolinhas grudem e dará um sabor todo especial.

7. Usando as mãos achatar as bolinhas para dar forma às esfihas, modelando as bordinhas mais altas. Colocar uma porção de queijo ralado para ajudar a firmar a parte central da esfiha para receber o recheio. (Pré-aquecer o forno a 180 graus)

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8. Coloque o recheio de sua preferência. Lembre de deixar a bordinha de massa sem recheio, para ficar com o acabamento bonito.

9. Colocar as esfihas numa assadeira untada e assar até que fique com as bordinhas douradas.

Dicas gerais:

– A massa é bem consistente, se notar que está mole colocar mais um pouco de farinha de trigo.

– Em dias frios, enquanto estiver manipulando a massa para fazer os discos, deixe um pano úmido sobre a massa não utilizada.

– Fica ótimo acrescentar na massa um pouco de fibra de trigo.

– Cobertura de gergelim, orégano, páprica picante dão um acabamento e sabor ainda mais especial.

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Sabores indianos: pão naan e chutney de manga

Aprendi e me apaixonei por estas receitas nas aulas de Panificação Internacional. Fiquei tão maravilhada que repeti as receitas em casa no dia seguinte, para sentir aquela espetacular harmonia de sabores!

O naan é um pão relativamente rápido de fazer, pois é assado logo após a mistura da massa. Uma ótima carta na manga para aquela visita surpresa, ou para sair da rotina do sanduíche no jantar… Mas como é uma receita maravilhosa, pode muito bem ser feita como entrada para um jantar temático indiano.

naan_chutneyNaan (6 porções)

Ingredientes:

  • 300 g farinha de trigo
  • 8 g fermento biológico seco
  • 8 g açúcar
  • 8 g sal
  • 50 g ovo (1 unidade)
  • 60 g ghee (manteiga clarificada)
  • 150 g iogurte natural

Preparo:

  1. Misturar farinha, fermento, açúcar e sal. Depois acrescentar ovo, iogurte e ghee.
  2. Dividir a massa em 6 pedaços. Abrir a massa em formato irregular com rolo ou com as mãos. Não deixar muito fino, cerca de 1 cm de espessura está bom.
  3. Tostar um lado do pão na frigideira de ferro. Finalizar assando no forno, colocando o lado tostado para baixo. Ou assar em forno lastro, colocando os naans diretamente na pedra.

Para fazer o Ghee: colocar manteiga para derreter em banho-maria, assim que formar uma espuma, ou decantar a parte sólida, coar em pano descartável limpo.


Chutney de Manga e Maçã

Ingredientes:

  • 2 unidades de manga madura
  • 3 unidades de maçã vermelha
  • 2 unidades de pimenta-dedo-de-moça
  • 100g de açúcar mascavo
  • 400mL leite de coco
  • 2 unidades de canela em rama

Preparo:

  1. Descasque a manga e a maçã, corte em pequenos cubos.
  2. Retire as sementes e a parte branca da pimenta e pique-a.
  3. Coloque os ingredientes na panela e cozinhe até ficar uma mistura homogênea e com aspecto cremoso. Se necessário acrescentar um pouco de água ou leite de coco até obter o ponto desejado.

Nada melhor do que ouvir um mantra para se inspirar e preparar estas delícias.

Namastê /\

Rosca Chelsea: massa delicada, cobertura doce

Este post vai para Sabrina Carozzi [do blog: A rapa do tacho] e Rita Carozzi, que pediram esta receita pelo Facebook :) É só anotar tudinho e colocar a mão na massa!

Esta receita foi uma bela surpresa. Daquela que conquista primeiro pelo visual e depois de provar você tem certeza de que realmente a coisa é boa!

A receita é o livro “O Grande Livro de Receitas: Pães” da Publifolha de 2009. O livro é bem ilustrado e tem receitas ótimas! Tem um capítulo específico de receitas com preparo na máquina de fazer pães, bem prático.

Vamos à receita:

ROSCA CHELSEA

 

 

 

 

 

 

 

 

Ingredientes:
225g de farinha de trigo
1/2 colher de chá de sal
55g de manteiga picada {25g para a massa e 30g para o recheio}
1 1/2 colher de chá de fermento biológico seco instantâneo
25g de açúcar
1 ovo grande levemente batido
cerca de 100ml de leite morno {se ficar na máquina de pão, usar leite frio}
85g de uvas-passas escuras
55g de uvas-passas brancas
55g de açúcar mascavo claro {usei o escuro mesmo}
1 1/2 colher de chá de canela em pó
2 colheres de sopa de mel para pincelar

Modo de Preparo:
1. Unte uma forma de bolo quadrada em 18cm {fiz em forma redonda com furo no meio}.
2. Peneire a farinha e o sal em uma tigela grande e junte 25g de manteiga, amassando suavemente. Acrescente o fermento e o açúcar e misture. Faça um buraco no meio, ponha o ovo e adicione o leite aos poucos, misturando até obter uma massa macia.
3. Coloque a massa em uma superfície polvilhada com farinha e sove até ficar lisa e elástica. Faça uma bola com ela, ponha em uma tigela levemente untada com óleo, cubra e deixe crescer em local aquecido até dobrar de tamanho.
4. Sove a massa novamente em superfície polvilhada com farinha e abra em um retângulo de 30x23cm. Derreta a manteiga restante e pincele sobre a massa.
5. Misture as frutas secas, o açúcar mascavo e a canela e salpique sobre a massa.
6. Começando pelo lado mais longo, enrole a massa como um rocambole. Corte em 12 fatias iguais e coloque-as na forma com o lado do corte para cima.
7. Cubra e deixe crescer em local aquecido até dobrar de tamanho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

8. Pré-aqueça o forno a 190°C. Asse por 25-30 minutos, ou até estar crescida e bem dourada.
9. Retire do forno e pincele ainda quente com o mel, duas vezes. Deixe esfriar antes de desenformar.

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O Augusto até hoje não esquece deste pão. E eu até hoje não repeti a receita… Talvez pelo medo de não ficar tão bom como na primeira vez e mexer na doce e surpreendente lembrança :)

Sento só o que foi essa massa! Macia, leve, delicada… E a cobertura e o recheio doces e marcantes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O mel pincelado dá um sabor muito especial.

Sabrina, depois quero fotos, heim?! ;)

Um doce abraço,
Mari

 

Pães: hay que usar la ciencia, pero sin perder el arte

Em fevereiro iniciei meu caminho para a profissionalização na área da gastronomia, com a formação técnica no curso de Panificação e Confeitaria no IFSC.

Em pouco mais de um mês de aulas práticas e teóricas aprendi tanto que é impossível medir o valor desta experiência. Professores muito sabidos e queridos, laboratórios bem equipados, matérias-primas de qualidade para as aulas práticas… foi surpreendente a estrutura e organização que encontrei lá. Sem contar que a turma 2012/1 é sucesso total, comprometida e divertida :)

Busco aplicar nas preparações caseiras os conhecimentos que tive em aula, e o resultado não poderia ser melhor! Os pães melhoram muito, no sabor, no aroma, na durabilidade… Nunca conseguiu seguir uma receita na vida, mas me rendi de corpo e alma às “fichas técnicas” (nome dado às receitas), com suas proporções exatas e medidas em gramas. Ao contrário do que imaginava, essa exatidão, essa ciência, abrirá as portas para a liberdade de criação.

Ciência e arte, que assunto polêmico! Rendeu grandes controvérsias nas aulas de história de panificação no início do curso. Estou longe de querer concluir este debate, saudável e eterno, mas acho que como em uma receita, os ingrediente dependem um do outro para mostrarem todo seu potencial. Uma pitada de sal aguça o doce, e uma colherinha de açúcar põe o sal para cima!

Antagônicos e complementares, assim como a ciência e a arte. A ciência sustenta a arte, e a arte diverte a ciência. Vamos nos servir de ambas e assar um belo resultado.

Doce abraço!

Café Colonial para o Níver do Pai!

No último dia 6 foi aniversário do meu pai, comemoramos com um café colonial! Eu e a mãe bolamos o cardápio e fizemos os quitutes para um café com 13 queridos convidados aqui no meu ap. O único pedido do pai foi que o bolo fosse um tradicional de aniversário: “tipo branco”. Escolhi a torta mineira, que vai abacaxi e coco, com massa de pão-de-ló branco.

O café foi completo, desde pão caseiro salgado e doce, croissants, bolo de aniversário branco e tudo que se tem direito! Vejam a galeria de gostosuras:

Reunir família e amigos ao redor de uma mesa farta para compartilhar alegrias e gostosuras é um daqueles momentos em que penso no que realmente é importante em minha vida.

Parabéns para meu papai, obrigada pela presença todos e voltem sempre! A casa estará sempre aberta para receber amigos e oferecer quitutes feitos com muito carinho.

Bjo da Mari

 

E o Augusto falou: “Faça-me pães!”

Sempre quis adentrar na arte dos pães :) O primeiro que fiz foi uma receita de liquidificador, registrada neste emocionante post! Ansiosa, já tentei acelerar o crescimento colocando a massa para crescer dentro do forno com temperatura mínima e matei o fermento com o excesso de temperatura… E alguns até fizeram um pequeno sucesso, mas na minha opinião faltava muito para ficar realmente BOM.

Até que um dia… ganhei a incrível “Máquina de Fazer Pães”, usadinha, mas de grátis tá bão demais! Fiz o primeiro pão, que ficou uma maravilha :) Super empolgada com o fermentoso futuro que tinha pela frente… comprei várias farinhas, fermento, misturas prontas para pão, uma locura! O Augusto mais empolgado ainda, cansado de fruta com granola no café da manhã, disse a célebre e marcante frase: “Faça-me pães!”.

Até que noutro dia… mais precisamente na segunda “usada” da máquina de pão… no meio do processo ouvimos um barulho estranho vindo da cozinha. E em segundos a promissora fábrica de pães desandou… A máquina pifou, foi para assistência, o valor do conserto era mais que metade de uma nova… enfim… a tristeza tomou conta da cozinha (e do Augusto). No fundo acho que pressão psicológica da frase do Augusto afetou magneticamente a pobre máquina.

Meu papi assistindo essa enfarinhada novela mexicana, tocado pelo nosso sentimento de perda, nos presenteu com uma NOVA MÁQUINA DE FAZER PÃES, agora zero quilômetro!!! Belezura, né?!

Dai para diante o que me “resta” é atender ao pedido desesperado do Augusto… fazendo muitos pães :) Segue algumas fotos da saga dos pães: