Sabores indianos: pão naan e chutney de manga

Aprendi e me apaixonei por estas receitas nas aulas de Panificação Internacional. Fiquei tão maravilhada que repeti as receitas em casa no dia seguinte, para sentir aquela espetacular harmonia de sabores!

O naan é um pão relativamente rápido de fazer, pois é assado logo após a mistura da massa. Uma ótima carta na manga para aquela visita surpresa, ou para sair da rotina do sanduíche no jantar… Mas como é uma receita maravilhosa, pode muito bem ser feita como entrada para um jantar temático indiano.

naan_chutneyNaan (6 porções)

Ingredientes:

  • 300 g farinha de trigo
  • 8 g fermento biológico seco
  • 8 g açúcar
  • 8 g sal
  • 50 g ovo (1 unidade)
  • 60 g ghee (manteiga clarificada)
  • 150 g iogurte natural

Preparo:

  1. Misturar farinha, fermento, açúcar e sal. Depois acrescentar ovo, iogurte e ghee.
  2. Dividir a massa em 6 pedaços. Abrir a massa em formato irregular com rolo ou com as mãos. Não deixar muito fino, cerca de 1 cm de espessura está bom.
  3. Tostar um lado do pão na frigideira de ferro. Finalizar assando no forno, colocando o lado tostado para baixo. Ou assar em forno lastro, colocando os naans diretamente na pedra.

Para fazer o Ghee: colocar manteiga para derreter em banho-maria, assim que formar uma espuma, ou decantar a parte sólida, coar em pano descartável limpo.


Chutney de Manga e Maçã

Ingredientes:

  • 2 unidades de manga madura
  • 3 unidades de maçã vermelha
  • 2 unidades de pimenta-dedo-de-moça
  • 100g de açúcar mascavo
  • 400mL leite de coco
  • 2 unidades de canela em rama

Preparo:

  1. Descasque a manga e a maçã, corte em pequenos cubos.
  2. Retire as sementes e a parte branca da pimenta e pique-a.
  3. Coloque os ingredientes na panela e cozinhe até ficar uma mistura homogênea e com aspecto cremoso. Se necessário acrescentar um pouco de água ou leite de coco até obter o ponto desejado.

Nada melhor do que ouvir um mantra para se inspirar e preparar estas delícias.

Namastê /\

Pães: hay que usar la ciencia, pero sin perder el arte

Em fevereiro iniciei meu caminho para a profissionalização na área da gastronomia, com a formação técnica no curso de Panificação e Confeitaria no IFSC.

Em pouco mais de um mês de aulas práticas e teóricas aprendi tanto que é impossível medir o valor desta experiência. Professores muito sabidos e queridos, laboratórios bem equipados, matérias-primas de qualidade para as aulas práticas… foi surpreendente a estrutura e organização que encontrei lá. Sem contar que a turma 2012/1 é sucesso total, comprometida e divertida :)

Busco aplicar nas preparações caseiras os conhecimentos que tive em aula, e o resultado não poderia ser melhor! Os pães melhoram muito, no sabor, no aroma, na durabilidade… Nunca conseguiu seguir uma receita na vida, mas me rendi de corpo e alma às “fichas técnicas” (nome dado às receitas), com suas proporções exatas e medidas em gramas. Ao contrário do que imaginava, essa exatidão, essa ciência, abrirá as portas para a liberdade de criação.

Ciência e arte, que assunto polêmico! Rendeu grandes controvérsias nas aulas de história de panificação no início do curso. Estou longe de querer concluir este debate, saudável e eterno, mas acho que como em uma receita, os ingrediente dependem um do outro para mostrarem todo seu potencial. Uma pitada de sal aguça o doce, e uma colherinha de açúcar põe o sal para cima!

Antagônicos e complementares, assim como a ciência e a arte. A ciência sustenta a arte, e a arte diverte a ciência. Vamos nos servir de ambas e assar um belo resultado.

Doce abraço!

A maravilha do Sangue: Suco Verde!

Aqui em casa esse suco virou sinônimo de sábado pela manhã, parece que alimenta não só o corpo, é como se fosse um cuidado extra com o corpo depois de uma semana de trabalho, ele merece um upgrade de prana :)

Depois de alguns excesso alimentares é um santo remédio ;)

Passo a palavra para Laura Garcia Packer:

“Esta suco é tão poderoso que em 15 minutos se transforma em hemoglobina no sangue. Tem alto poder curativo e revitalizador de todo o organismo. Tomar sempre de manhã em jejum.”
Livro: Vegetarianismo: sustentando a vida, Maria Laura Garcia Packer, 2007.

“O suco verde é luz líquida e ali reside todo o poder de transformar e gerar uma nova memória no campo da consciência celular.”
“A maçã e a cenoura darão o sabor adocicado, podendo usá-las para eliminar o sabor amargo das folhas.”
“Benefícios:

  • Limpa e desintoxica o organismo;
  • Nutre profundamente as células;
  • Aumenta a absorção cálcio, ferro, zinco, magnésio e outros minerais;
  • Alimenta sem engordar e sem produzir toxinas no corpo;
  • Excelente para combater: osteoporose, reumatismo, colesterol alto, gastrite, úlcera, prisão de ventre, insônia, depressão, ansiedade, problemas menstruais, câncer, hipertensão, gota, estresse, problemas digestivos, diabetes, inflamações…
  • Gera disposição física, energia mental e motivação interna.”

Livro: Viver Vegetariano: sutilizando a existência, Maria Laura Garcia Packer, 2010.

Na minha receita para 2 copos vai no liquidificador:

  • 6 folhas grandes de couve (pode usar: salsa, espinafre, acelga, agrião, rúcula…)
  • Suco de 1 limão
  • 1 maçã
  • 1 colher de sobremesa de mel
  • 500 ml de água gelada

Bater beeeeem, depois coar e tomar em seguida, para não perder suas propriedades ;)

Beber pela manhã em jejum: um presente para seu organismo!

Sou melhor quando cozinho

Hoje uma experiência meio amarga me trouxe uma doce revelação: para mim cozinhar é bem mais que um hobby de fim de semana, é algo sagrado, faz eu me sentir uma pessoa melhor e completa. Algo de essência mesmo.

Quando faço alguma receita deposito bastante energia e desejo que ela traga uma experiência agradável e gostosa para quem saborear a comida. É uma atividade quase meditativa, tudo mais da vida pode esperar… A concentração no aqui e agora é uma dificuldade que tenho no dia a dia, mas na cozinha é mais natural.

Bom, saindo da reflexão para a receitinha dominical :)

Hoje fiz um rocambole que não vai farinha de trigo, peguei a receita no site do Mais Você, link da receita aqui.

Rocambole Salgado sem Farinha de Trigo

A massa vai polvilho doce e polvilho azedo, ovos, fermento e sal… bem simples. E fica bem fofinha.

O recheio fiz com frango, cenoura, ervilha com molho de tomate.

Para o acabamento, depois de enroladinho, passei molho de tomate e polvilhei com parmesão. Mas acho que com muzzarela fica melhor, como indica a receita original.

Rocambole Posudo para Foto

Fatia do Rocambole.... hummmm

Olha essa massa!!!

O Augusto tirou as fotos e deu uma tratada na iluminação, pois a cozinha não é um estúdio de fotografia :P

Uma ótima semana!

Minha reflexão final: o amargo pode se tornar doce quando ouvimos nossa essência e descobrimos um pouquinho mais de nós mesmos.

Bjo!!